Entre várias jornadas sem sucesso ao spinning, que não fui relatando por ficar sem o telemóvel, algumas com todas as condições a favor, novos pesqueiros nas praias de eleição, o peixe teima em não dar ar da sua graça. Recordo uma das últimas, em que até em conversa com um pescador habitual da zona, me conta que á algum tempo que não se avistam robalos ou douradas naquela área! Só os sargos têm marcado presença constante e muitas vezes a mariscar nas pedras quase aos nossos pés.
Bom, ontem foi noite de esticar linhas após 2 fins de semana sem poder ir, um pelo vento forte que se fez sentir durante vários dias, o outro por falta de tempo por mais difícil que pareça ser não ter um bocado da noite ou do dia nem que seja para abafar o vicio, mas foi...
Entre indecisões sobre que pesqueiro ir, já que o vento (não muito mas suficiente para dificultar a jornada) se fazia sentir, á conversa com o meu grande amigo Ricardo optamos por ir até Setúbal á procura de bons exemplares de rainhas/corvina americana. Pego na que tinha congelada, compro mais 1kg de fresca, vou ter com ele e lá vamos nós com boas expectativas que desta vez o chibo não vinha para casa...
Chegada ao pesqueiro por volta das 23h, última da vazante, lua de quarto quase a tornar a noite em dia, maré a correr com alguma força. Monto uma cana, anzol 2/0 e um lombo de sardinha inteiro lá para dentro, mesmo para chamar algum guloso de boca grande. Ao fim de 10m vejo a ponteira da cana a levar uma cabeçada que me fez saltar de imediato para a agarrar e fazer a ferragem. Não ficou! O que lá foi foi com pouca vontade. Recolho e refaço a escada já que esta estava toda traçada. Passei para meios lombos.
Durante todo o restante tempo os únicos sinais de actividade eram de malta ao longo do paredão a não pescar nem deixar pescar. Lançamentos atrapalhados, chumbadas de gota de 60grs com aquela corrente tornavam frequentes os enleios entre 2,3 e 4 canas...pqp... Toques mínimos e muito espaçados, era tudo o que iríamos sentir até ir embora. Um companheiro uns metros ao lado de nós tira um pequeno charroco que prontamente devolve á água, e num momento que se deu um enleio entre nós conta algo que para nós seria uma revelação: camarão Mantis naquelas águas!!! Tinha tirado um exemplar pouco antes de chegarmos.
O tempo passou, lombo atrás de lombo lá íamos servindo o menu aquilo que nem sinal dava nas canas. 3h da manhã é hora de voltar para casa e arranjar espaço no curral para mais um chibo.
Valeu pelas horas de convívio e prazer que a pesca nos proporciona, mas cimentou de vez uma ideia que tenho á bastante tempo. Naquele local de dia é muito bom para tirar uns peixes, mas assim que o sol dá lugar á lua, transforma-se num local fantasma.
Cana: Vega Yakuza 4.20 híbrida
Carreto: Daiwa emblem surf 35 type R com multi sufix 132 0.18
Anzóis gamakatsu f314 2/0
Estralho: mono 0.40 chinês
Isco: sardinha
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