segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Mas quando é que isto acaba??? - Spinning

Mais um fim de semana, mais uma noite e mais uma grade amarga...
A semana foi de vento, chato, frio e com a promessa de que não seria fácil pescar na folga. Ainda assim o vicio e a vontade eram mais fortes, e com a companhia do Bernardo em querer iniciar-se na modalidade após uma estreia fantástica com um robalo de 2kgs nessa manhã, com material que lhe emprestaram, lá decidimos rumar ao pesqueiro apesar das previsões de vento e algum mar. 
Chegámos por volta das 23:30, última hora da enchente, vento fraco com rajadas ocasionais mais fortes mas nada de especial, a lua brilhava intensamente lá no alto num quarto crescente quase que cheia, mar bem mexido com uns espumeiros jeitosos mas baixos. Com areias novas e tudo espraiado não é de todo a minha preferência ali! Ainda ponderamos rumar a outro, mas já que ali estávamos íamos dedicar algum tempo para decidir o nosso destino. 
Primeiro lançamento e... Limo de novo >.< 
Sucede-se um e outro, e outro e o resultado sempre o mesmo. 

Se ali estava assim, as praias em redor também estavam de certeza. 

Vamos percorrer o areal e ir lançando e procurando se a partir de algum ponto está mais pescàvel. Mas não, limo igualmente perverso que a cada lançamento cobria toda a amostra e que fazia sentir somente o peso arrastado na recolha. Entre caminhada e lançamentos passaram-se 2h e com elas o desânimo, não de não dar com o peixe, mas de um desfecho que tem sido habitual nos últimos meses. O mar levantou e o vento também, e com eles a nossa vontade de ali permanecer.

Está na hora de rumar a outras paragens, e aguardar a chegada dos mares de inverno que limpem o limo, assim como o frio também "limpará" os areais de banhistas e o lixo que vão deixando espalhado.

Cana: Vega black mamba 3m 20-60grs
Carreto: Daiwa freams 5000 LT
Fio: Trabucco Dyna Tex 8x 0.20 c/chicote mono 0.40 chinês
Amostras: várias 

domingo, 16 de agosto de 2020

limo: esse "inimigo" que não dá tréguas - spinning

Com as previsões de vento e mar alinhadas para ser uma boa jornada em busca de robalos, tinha de me ir fazer a eles. O local escolhido foi a praia grande, Sintra. Baixa mar pelas 19h00, rumei para o local para fazer a enchente e aproveitar o pôr do sol, aquela hora que todos gostamos. 

Chego ao local por volta das 19h30, praia ainda com imensa gente, vento 0, ondulação pouco acima de 0.5 com um período de 8, identifico logo alguns espumeiros onde seriam boas apostas para colocar as amostras, mas além do elevado número de banhistas, assim como de surfistas, levou-me a ir dar uma vista de olhos á pequena logo ali ao lado. 
Menos gente, sem surfistas, e um cantinho livre do lado direito na zona de rocha que até fazia um fundão ao alcance dos lançamentos. Boa! 

Começo a sondar com uma westlab macua (se perder na pedra não custa muito) e logo ao primeiro lançamento limo 🤦‍♂️ 

 
Não era muito, no entanto não era bom sinal. Mais uns lançamentos naquele canto, enquanto aguardava que mais malta fosse deixando a praia para que pudesse lançar sem criar atritos com ninguém. Corria imenso para a direita, o que fazia com que a amostra viesse a trabalhar fora do fundão mas sempre contra a corrente, e troco para uma daiwa d minnow que sempre é um pouco mais pesada e trabalha significativamente melhor. O resultado...

Estava demais. Não fosse o trânsito que estava para se sair das praias e tinha arrumado a mala naquele preciso momento. Com a corrente lateral para a direita, e como estava junto às pedras vou percorrendo a praia para o lado oposto na esperança que fosse ficando um pouco mais limpo. Mas não. O limo estava em quantidade, por toda a praia... Ainda me ponho um bocado á conversa com 2 pescadores de surfcasting que já vinham da Adraga, onde diziam que o limo também estava presente e em maior quantidade, o que matou logo qualquer ideia de rumar a outro pesqueiro para fazer a noite... 

(a beleza de um pôr do sol numa pausa para limpeza do fio)

Fico por ali mais um bocado, a insistir entre o limo e a dar uns dedos de conversa entre pescadores. Não dá para pescar. Além do limo vermelho vem agarrado uma coisa gelatinosa que se agarra ao fio, principalmente nos nós do chicote que consome imenso tempo para retirar. 
Vale apreciar a paisagem e o bocado que saí para espairecer. O limo não tem dado tréguas e teima em ficar. Até quando?...

(na subida rumo ao carro, aprecio os últimos raios de sol no horizonte, derrotado e frustrado. Para a próxima será melhor... Esperemos)


Cana: Vega black mamba 3m 
Carreto: Daiwa freams 5000 LT
Fios: Trabucco Dyna Tex 8x 0.20 c/chicote kally kunnan quartz 0.30
Amostras: westlab macua "FHC" , Daiwa D minnow sardine F , black minnow 140 kaki c/cabeçote amarelo

domingo, 9 de agosto de 2020

Noites fantasma

Entre várias jornadas sem sucesso ao spinning, que não fui relatando por ficar sem o telemóvel, algumas com todas as condições a favor, novos pesqueiros nas praias de eleição, o peixe teima em não dar ar da sua graça. Recordo uma das últimas, em que até em conversa com um pescador habitual da zona, me conta que á algum tempo que não se avistam robalos ou douradas naquela área! Só os sargos têm marcado presença constante e muitas vezes a mariscar nas pedras quase aos nossos pés.
Bom, ontem foi noite de esticar linhas após 2 fins de semana sem poder ir, um pelo vento forte que se fez sentir durante vários dias, o outro por falta de tempo por mais difícil que pareça ser não ter um bocado da noite ou do dia nem que seja para abafar o vicio, mas foi...
Entre indecisões sobre que pesqueiro ir, já que o vento (não muito mas suficiente para dificultar a jornada) se fazia sentir, á conversa com o meu grande amigo Ricardo optamos por ir até Setúbal á procura de bons exemplares de rainhas/corvina americana. Pego na que tinha congelada, compro mais 1kg de fresca, vou ter com ele e lá vamos nós com boas expectativas que desta vez o chibo não vinha para casa...

Chegada ao pesqueiro por volta das 23h, última da vazante, lua de quarto quase a tornar a noite em dia, maré a correr com alguma força. Monto uma cana, anzol 2/0 e um lombo de sardinha inteiro lá para dentro, mesmo para chamar algum guloso de boca grande. Ao fim de 10m vejo a ponteira da cana a levar uma cabeçada que me fez saltar de imediato para a agarrar e fazer a ferragem. Não ficou! O que lá foi foi com pouca vontade. Recolho e refaço a escada já que esta estava toda traçada. Passei para meios lombos.

Durante todo o restante tempo os únicos sinais de actividade eram de malta ao longo do paredão a não pescar nem deixar pescar. Lançamentos atrapalhados, chumbadas de gota de 60grs com aquela corrente tornavam frequentes os enleios entre 2,3 e 4 canas...pqp... Toques mínimos e muito espaçados, era tudo o que iríamos sentir até ir embora. Um companheiro uns metros ao lado de nós tira um pequeno charroco que prontamente devolve á água, e num momento que se deu um enleio entre nós conta algo que para nós seria uma revelação: camarão Mantis naquelas águas!!! Tinha tirado um exemplar pouco antes de chegarmos.

O tempo passou, lombo atrás de lombo lá íamos servindo o menu aquilo que nem sinal dava nas canas. 3h da manhã é hora de voltar para casa e arranjar espaço no curral para mais um chibo. 

Valeu pelas horas de convívio e prazer que a pesca nos proporciona, mas cimentou de vez uma ideia que tenho á bastante tempo. Naquele local de dia é muito bom para tirar uns peixes, mas assim que o sol dá lugar á lua, transforma-se num local fantasma. 


Cana: Vega Yakuza 4.20 híbrida
Carreto: Daiwa emblem surf 35 type R com multi sufix 132 0.18
Anzóis gamakatsu f314 2/0
Estralho: mono 0.40 chinês
Isco: sardinha