sexta-feira, 25 de setembro de 2020

Escapadinha pós laboral - Spinning

Cheguei a casa do trabalho, almocei e peguei no material. Já sabia de antemão que estava muito areado mas quase á 3 semanas sem molhar os pés, ou ia ou ia. O fim de semana não se mostra ser bom para lá ir.
Chegado ao pesqueiro por volta das 17h, levantou um vento parvo que não estava previsto. Vi logo que a jornada já não ia ser fácil, ainda assim não desisti.



Enquanto caminhava pelo areal fora deparo-me logo com o novo flagelo ambiental... Isto revolta-me a alma. 


No pesqueiro escolhido, as águas estavam bem abertas e mexidas. Era possível observar os cardumes de tainhas a surfar por entre as ondas. Quem sabe se no meio delas não andaria um guloso á caça... Lançamento após lançamento, as expectativas iam ficando frustradas á medida que o vento puxava fio e amostra atrás. Não facilitava nada. Fui trocando de amostra, prospectando de pedra em pedra mas sem sinal de actividade. O sol ia-se recolhendo aos poucos á medida que a maré subia.


Com o vento a não dar tréguas, e com intenções de jantar em casa com a família, dei por terminada a jornada lançando e recolhendo no caminho de volta, ao mesmo tempo que apreciava o dourado do céu azul a contrastar na superfície daquele mar que tanto adoro.



A saga das grades continua, mas esse vicio que me purga a alma sempre que me fundo com a paisagem na busca incessante de um peixinho fresco após uma boa luta ninguém me tira.

Cana: Vega black mamba 3m 20-60grs
Carreto: Daiwa freams 5000 LT
Fio: Trabucco Dyna Tex 8x 0.20 c/chicote Toray excelent 0.34 100% flúor
Amostras: várias 

domingo, 6 de setembro de 2020

ainda não foi desta que quebrei o enguiço - surfcasting

Uma jornada diurna, já previamente combinada e com bastante antecedência com a rapaziada pescadora do trabalho, em que no dia anterior todos tinham uma desculpa para não comparecer, á excepção do Luis R., que não desistiu de ir até porque tinha encomendado o isco. 
Ainda não eram 8h e já estávamos a caminho, na calma, até porque a loja do isco só abria às 9h. Chegámos bem a tempo e horas, e acabei por aproveitar para juntar umas titas ao menu de sardinha e ganso nacional. O Luis optou por lingueirão, caranguejo, titas e americana. Seria uma jornada dedicada essencialmente às tão almejadas douradas, e no meu caso também dar algum tempo á busca de umas rainhas para o forno. 

Ambos os pesqueiros que tínhamos em mente estavam disponíveis, e assim ficámos junto ao naval onde podemos ter os carros junto a nós, e é igualmente possível de dar algum entretenimento. 

Maré a vazar, quase no seu auge. Uma cana dedicada às douradas, com iscadas alternadas de ganso e tita, outra com lombos de sardinha. Actividade pouca ou nula, com quase imperceptíveis toques de ponteira que revelavam a presença de pequenos alcorrazes no pesqueiro. E até esses deixaram de dar sinal com o chegar da baixa-mar. O Luis ainda teve 2 porradas valentes numa iscada de tita mas sem conseguir ferrar...

Iscada atrás de iscada, tudo era devorado em minutos sem que as ponteiras dessem qualquer sinal. Somente as titas iam e vinham sem sinal de qualquer interesse.

o que sobrou de uma sardinha inteira, sem cabeça e rabo, iscada e atada com fio elástico, após 10 minutos dentro de água. A cana nem vibrou!!!

Já com quase 1h de enchente optamos por arrumar material e rumar uns kms para baixo e tentar fugir aquele cenário desastroso. Seguimos para a mitrena, com quase todos os locais ocupados até ver um canto nas praia junto á sapec, onde sabemos haver um fundão grande. Era ali que íamos depositar a réstia de esperança de salvar uma jornada difícil. 

Aqui opto por montar apenas uma cana e avaliar o desfecho. Se justificar monto a segunda. Aposto em generosas iscadas de ganso, que assim que cai na água dá logo sinal! A cana verga toda e retoma a sua posição. Não ferrou!!! 
Nova iscada igualmente generosa
vários gansos cravados logo abaixo da cabeça, e unidos com um pouco de fio elástico para segurar no lançamento.

Toques nem vê-los, e 5 minutos depois resolvo verificar a iscada (algo que faço habitualmente, para ver se efectivamente a cana está a pescar ou só de molho). O resultado...
Tal como no pesqueiro anterior, a murraça miúda e possivelmente caranguejos e outros habitantes dos fundos (pulga, burrie, etc) faziam das suas e nem davam tempo de o isco fazer o seu trabalho de atrair peixe. Nem o lingueirão escapava a tal voracidade. Curiosamente, também aqui, somente a tita não era alvo de qualquer interesse.

Pelo meio tive o alerta de um pequeno descuido que teria tido consequências se não fosse o uso de dedeira. Num raro momento que me esqueci de fechar o drag para lançar, o multi "resvalou" no lançamento e este foi o resultado
uma dedeira praticamente nova que safou um belo corte no dedo. Um descuido que podia ter saído caro...

Com cerca de 2h/2h30 de enchente levanto ferro e tomo o caminho de volta para casa, com o sabor amargo de mais uma grade, sendo esta composta não (talvez) por não dar com o peixe, mas porque as iscadas não tinham qualquer hipótese e tempo de se mostrarem perante este.
Melhores dias virão...

Canas: Vega Yakuza 4.20 híbrida 
              Katx inspiria 4.20 híbrida
Carretos: Shimano ultegra 3500 xsd competicion com trabuco XPS longcast fluo 0.20, chicote 0.40 chinês
                 Daiwa emblem surf 35 QD type R com multi sufix 132 0.18 
Estralhos: Toray 0.34
Anzóis: gamakatsu F314 nº 4 e 2/0
Isco: Sardinha congelada, ganso nacional, tita e lingueirão