Uma jornada diurna, já previamente combinada e com bastante antecedência com a rapaziada pescadora do trabalho, em que no dia anterior todos tinham uma desculpa para não comparecer, á excepção do Luis R., que não desistiu de ir até porque tinha encomendado o isco.
Ainda não eram 8h e já estávamos a caminho, na calma, até porque a loja do isco só abria às 9h. Chegámos bem a tempo e horas, e acabei por aproveitar para juntar umas titas ao menu de sardinha e ganso nacional. O Luis optou por lingueirão, caranguejo, titas e americana. Seria uma jornada dedicada essencialmente às tão almejadas douradas, e no meu caso também dar algum tempo á busca de umas rainhas para o forno.
Ambos os pesqueiros que tínhamos em mente estavam disponíveis, e assim ficámos junto ao naval onde podemos ter os carros junto a nós, e é igualmente possível de dar algum entretenimento.
Maré a vazar, quase no seu auge. Uma cana dedicada às douradas, com iscadas alternadas de ganso e tita, outra com lombos de sardinha. Actividade pouca ou nula, com quase imperceptíveis toques de ponteira que revelavam a presença de pequenos alcorrazes no pesqueiro. E até esses deixaram de dar sinal com o chegar da baixa-mar. O Luis ainda teve 2 porradas valentes numa iscada de tita mas sem conseguir ferrar...
Iscada atrás de iscada, tudo era devorado em minutos sem que as ponteiras dessem qualquer sinal. Somente as titas iam e vinham sem sinal de qualquer interesse.
o que sobrou de uma sardinha inteira, sem cabeça e rabo, iscada e atada com fio elástico, após 10 minutos dentro de água. A cana nem vibrou!!!
Já com quase 1h de enchente optamos por arrumar material e rumar uns kms para baixo e tentar fugir aquele cenário desastroso. Seguimos para a mitrena, com quase todos os locais ocupados até ver um canto nas praia junto á sapec, onde sabemos haver um fundão grande. Era ali que íamos depositar a réstia de esperança de salvar uma jornada difícil.
Aqui opto por montar apenas uma cana e avaliar o desfecho. Se justificar monto a segunda. Aposto em generosas iscadas de ganso, que assim que cai na água dá logo sinal! A cana verga toda e retoma a sua posição. Não ferrou!!!
Nova iscada igualmente generosa
vários gansos cravados logo abaixo da cabeça, e unidos com um pouco de fio elástico para segurar no lançamento.
Toques nem vê-los, e 5 minutos depois resolvo verificar a iscada (algo que faço habitualmente, para ver se efectivamente a cana está a pescar ou só de molho). O resultado...
Tal como no pesqueiro anterior, a murraça miúda e possivelmente caranguejos e outros habitantes dos fundos (pulga, burrie, etc) faziam das suas e nem davam tempo de o isco fazer o seu trabalho de atrair peixe. Nem o lingueirão escapava a tal voracidade. Curiosamente, também aqui, somente a tita não era alvo de qualquer interesse.
Pelo meio tive o alerta de um pequeno descuido que teria tido consequências se não fosse o uso de dedeira. Num raro momento que me esqueci de fechar o drag para lançar, o multi "resvalou" no lançamento e este foi o resultado
uma dedeira praticamente nova que safou um belo corte no dedo. Um descuido que podia ter saído caro...
Com cerca de 2h/2h30 de enchente levanto ferro e tomo o caminho de volta para casa, com o sabor amargo de mais uma grade, sendo esta composta não (talvez) por não dar com o peixe, mas porque as iscadas não tinham qualquer hipótese e tempo de se mostrarem perante este.
Melhores dias virão...
Canas: Vega Yakuza 4.20 híbrida
Katx inspiria 4.20 híbrida
Carretos: Shimano ultegra 3500 xsd competicion com trabuco XPS longcast fluo 0.20, chicote 0.40 chinês
Daiwa emblem surf 35 QD type R com multi sufix 132 0.18
Estralhos: Toray 0.34
Anzóis: gamakatsu F314 nº 4 e 2/0
Isco: Sardinha congelada, ganso nacional, tita e lingueirão